no próximo dia 10 de dezembro, os serões deslocam-se do seu habitual refúgio para ocorrerem num símbolo arquitectónico por excelência em Leiria - A igreja de são Francisco, fronteira com o edifício da antiga moagem de Leiria. eis o convite.
Os Serões Literários das Cortes (SLC), surgiram na sequência de tertúlias por ocasião de lançamentos de livros da Editorial Diferença. Carlos Lopes Pires, Carlos Fernandes e Luís Vieira da Mota, seguindo o sucesso dos eventos, sugeriram um encontro com periodicidade mensal ao segundo sábado de cada mês. Realizando a primeira tertúlia em Maio de 1999, os SLC perfizeram já 12 anos sem interregnos. É um movimento livre, de um grupo apenas interessado em literatura e…(Cont.)
sábado, 10 de dezembro de 2011
Poesia em música - O balanço
Serões Literários sob os acordes da música e da poesia
A sessão dos Serões Literários das Cortes do dia 12 de
Novembro foi particularmente interessante porque juntou o seu cunho literário
com a vertente musical, proporcionando aos presentes – e muitos foram – duas
excelentes horas de verdadeiro espectáculo, a que ainda se juntou um momento
teatral notável.
Paulo Costa, que editou recentemente o livro de poesia
“Sopro da voz” e que já fez duas apresentações dele, juntou à sua volta alguns
amigos que musicaram alguns dos seus temas, interpretados por ocasião da
primeira apresentação. Idêntico trabalho fora já feito para outros poemas de
Carlos Lopes Pires. Agora foi juntar tudo e “encorpar” com acompanhamento. Como
escrevemos na última edição, e eram palavras de Paulo Costa no anúncio da
iniciativa, «entrecruzando olhares e sentidos cúmplices rumo à proximidade da
estética literária e musical, surgiu a ideia de reunir um grupo de Amigos que
possuem algo em comum: o gosto pela Música e pela Poesia! Reunindo algumas
modulações poéticas sob a forma escrita e falada, emergiu a indispensabilidade
da sua tradução em ritmos melódicos – oscilantes emoções, sob um formato de
canções».
Depois foi aliar esses interesses e elevar a sua
criatividade e “engenho” ao que pudesse propagar-se nas suas memórias e
olhares, numa oferta desinteressada a todos quantos comungam da linguagem
estética. E pudemos “ouver” a Inês Vieira (teclas), o Marco Tenório (viola), o
Paulo Costa (viola e voz), o Nuno Brito (percussão, acordeão, viola e voz), o
Edgar Cid (viola e xilofone) e o Marco Santos (flauta) a cantarem poemas do
Paulo Costa e do Carlos Pires de uma forma quente e apaixonada que encheu a
alma de todos quantos estiveram no auditório da Casa-Museu João Soares naquela
noite.
A culminar este serão tão especial, surgiu lá dos bastidores
a Sandra José, do Te-Ato, a interpretar um quadro teatral intitulado “Palavras
para quê?”, vivamente aplaudido.
O trabalho do grupo e a disponibilidade da sala e anexos,
por parte da Casa-Museu, foram recompensados pela assistência numerosa e pelo
calor dos aplausos, pensando-se já em fazer no próximo ano um serão semelhante,
igualmente com poesia e música, mas agora dedicado ao fado, com poemas de
poetas das Cortes e de Leiria (J. Marques da Cruz, D. José Pais, Afonso de
Sousa, etc.), em especial os que correram por Coimbra na primeira metade do
século XX e gravados em disco.
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